segunda-feira, 31 de março de 2008

e eu aqui teimando em escrever. perdi o sono. na verdade ele nem chegou. ele não tem vindo. todas as noites, há algum tempo, tem sido assim. ele demora a chegar e vai-se embora antes que o dia amanheça...uma espécie de amante. é engraçado, o sono tem sido o meu único amante, e o pior é que ele nem me afaga direito, nem se achega com carinho, não me abraça, nem envolve. ele se achega em forma bruta, em forma de necessidade. em forma de cansaço. não me deixa aproveitar dele com todas as delícias que pode proporcionar quando vem de forma gostosa, quando vem suave, quando vem em forma de descanso.
tô com saudade de ser envolvida. a única coisa que me envolve é a lembrança e a saudade. e essas duas me apertam e me fazem perder o ar. quando a falta de ar se achega é por que meu amante não virá tão cedo. me decidi levantar e escrever. que é bom, pois afasta a falta de ar. escrevo mesmo que as palavras não sejam boas.

Um comentário:

yara disse...

E um dia, talvez, a alma se "intolere" com tantos sonhos perdidos durante a noite que se esvai em pensamentos e durante o dia que corre quase já sem sonhos...
Há medidas para o sofrimento douto em se fazer aparecer? Quem é que sabe??? O incomensurável desprazer de suportá-lo confunde-se tantas vezes com o amar as boas lembranças, que nem se "precisa" o que é gigantesco no prosseguir da noite!!!
E o sol surge, esplendoroso e despreocupado, enquanto pensamos: "E ainda tenho que andar nesse sol até o trabalho"...
Não é fácil viver sem os aconchegos já tão vividos, e mais difícil se torna quando não nos "conformarmos" com isto!!!
E prossigamos... Para onde????? Se eu soubesse, te levaria comigo, rsrs. Pelos caminhos do inevitável viver prosseguindo, independente do que ocorra. Abraço grande!